Já está garantido o montante de quatro milhões e 500 mil euros para a Casa da Memória, um dos equipamentos para a Capital Europeia da Cultura. O financiamento é assegurado pelo Programa Operacional do Norte (ON2) e serve como uma “bolsa de mérito” pelo bom desempenho do município na execução nos projectos em que o ON2 está envolvido.

Destes quatro milhões e 500 mil euros, uma fatia no valor de três milhões e 400 mil euros vem do FEDER. De resto, Carlos Duarte, gestor da ON2, durante o acto oficial de assinatura dos contratos que decorreu na tarde desta sexta-feira, disse que este financiamento acontece graças “à boa execução por parte do município de Guimarães a nível dos vários projectos no quadro do Programa Operacional do Norte (ON2)”.

“Poucos municípios da região norte atingem este patamar de exigência” e Carlos Duarte fala mesmo de uma “bolsa de mérito” para o município concretizada na Casa da Memória. O montante destina-se aos conteúdos, construção e aquisição da antiga unidade fabril, a antiga fábrica Pátria, que vai “albergar” a Casa da Memória.

No seu discurso, o presidente da Câmara, António Magalhães agradeceu “o carinho, apoio e aconselhamento” com que a CCDR-N sempre tratou Guimarães. Por seu lado, o presidente da CCDR-N, Carlos Lage, confessou que no início teve  “dúvidas sobre o conceito e o conteúdo de um projecto com esta designação”, mas depois constatou a importância da Casa da Memória para as pessoas e para a sociedade.

O arquitecto Filipe Fontes, responsável do projecto, apresentou a Casa da Memória como sendo um “equipamento cultural directamente ligado à Capital Europeia da Cultura e corresponde à reconversão de um antigo edifício industrial”. “Está prevista a valorização da parte industrial, a demolição das construções mais precárias, a requalificação do ponto de vista ambiental, sendo possível colocar a céu aberto um troço da Ribeira de Santa Luzia”.

Filipe Fontes disse ainda que a Casa da Memória “por falar da história da cidade, fala também da história de região”. E é por “extravasar o próprio concelho” que o acto oficial da assinatura dos contratos de financiamento contou com a presença do presidente da Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso, Manuel Baptista, cidade também envolvida no projecto.

Recorde-se que a Casa da Memória, sendo um dos equipamentos para a Capital Europeia da Cultura, deveria estar pronto em 2012, mas atrasos na entrega da candidatura a fundos comunitários adiaram a sua construção. Prevê-se que esta infra-estrutura esteja pronta dentro de dois anos.

 

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